sábado, 5 de janeiro de 2013

BOI DA MACUCA DE CORRENTES










O BOI DA MACUCA, Grupo de Cultura Popular, surgido em 1989 na Fazenda Macuca, Município de Correntes - PE, Região Nordeste do Brasil, é uma expressão brincante e irreverente que tem nos seus componentes os elementos vivos da cultura local.



                                      

 Dentre os ritmos mais usados estão o aboio, a toada de gado, o samba de côco, o forró e o arrasta-pé. Todos produzidos pelos músicos que animam o Boi da Macuca ou por compositores populares ligados à cultura de raiz.




Mesmo com todos os esforços e méritos alcançados por suas intervenções, partidas do final da década de 80, as quais já atravessaram fronteiras brasileiras, o Boi da Macuca localiza-se em uma área de precária oferta de bens e serviços culturais, por ser a zona rural deficitária até em serviços básicos, como saúde e educação. Portanto, é nesta realidade que o brinquedo do boi brinca, levando alegria, educação, música e autoestima às tantas Marias, Zefinhas, Tonhinhos, Zés e tantos outros que saem para seus terreiros a procura do efêmero, do encantamento do Boi, pra ver o povo que passa atrás do Boi, para se imaginar ou ir também atrás do Boi.



Portanto, o Boi da Macuca visa a disseminação da cultura popular, criando métodos de arte e integração de linguagens, pessoas e saberes do povo, para contribuir a favor do redescobrimento de um povo, através de sua própria cultura.

Objetivos:

O Projeto Boi da Macuca é uma proposta para o desenvolvimento de ações de cultura popular, já desenvolvidas na comunidade de Poço Comprido, Município de Correntes -PE, que visa atender as comunidades que circundam este foco de cultura, para potencializar de maneira instrumentalizada o brinquedo do Boi da Macuca, amplamente conhecido dentro e fora do Estado por provocações críticas e intervenções no meio em que vive, utilizando linguagens artísticas, integração da cultura popular com ações de cidadania através da saúde e educação ambiental, além de multimeios para contribuir com o desenvolvimento aproxima de cidadãos dessas comunidades, elevando sua autoestima e promovendo benefícios futuros na geração de emprego e renda através da cultura.
Fonte: http://www.portalcorrentespe.com





Maracatu Estrela de Ouro, Aliança, Pernambuco



Maracatu Estrela de Ouro


O Maracatu Estrela de Ouro, numa herança de família passando por gerações e nomeações diferentes, desde 1882, tem sua constituição em 1966, no Sítio Chã de Camará, município de Aliança, e se torna a partir daí um ícone entre a manifestação popular do Maracatu de Baque Solto ou Rural


Maracatu Estrela de ouro se ajoelha para Mestre Zé Duda


Mestre Batista, seu fundador, levou sua tradição e a faz difundir-se por todos os lados do canavial da Zona da Mata Norte de Pernambuco. A idéia era acrescentá-lo às brincadeiras do Cavalo Marinho, rodas de ciranda e forró de rabeca já praticadas no local. 

Durante anos, o Maracatu Estrela de Ouro de Aliança saiu apenas para visitar os povoados das cidades vizinhas. Mas o grupo foi crescendo e ganhando popularidade até figurar entre maiores maracatus do Estado de Pernambuco. Por diversas vezes foi campeão nos Concursos de Agremiações Carnavalescas promovidos pela Prefeitura do Recife durante o carnaval. 

O Maracatu Estrela de Ouro foi, desde o início, um verdadeiro ponto de encontro de todas as culturas da região e de onde saíram vários mestres. Com a morte de Mestre Batista, em 1991, o Maracatu Estrela de Ouro de Aliança passou a ser presidido por seu filho, o mestre José Lourenço. 

Na nova fase, iniciada em 1992, o Estrela de Ouro foi reconhecido pelo Ministério da Cultura como Ponto de Cultura, um local de preservação, recriação e transferência cultural do povo brasileiro. Atualmente conta com uma biblioteca reconhecida como Ponto de Leitura e um estúdio de gravação. 

Atualmente o Maracatu Estrela de Ouro tem mais de quarenta Caboclos de Lança, chefiados pelo Mestre Luiz; uma orquestra dirigida pelo Mestre Zé Duda e já ganhou o mundo sendo o único maracatu rural a chegar à Europa. 

Recentemente toda historia do Maracatu Estrela de Ouro de Aliança foi lançada em livro pelo Historiador Severino Vicente. Em 2009 o Maracatu Estrela de Ouro recebeu a comenda mais importante da cultura brasileira. A Ordem do Mérito Cultural.

Recebeu o Prêmio Patrimônio Vivo da Cultura Popular de Pernambuco em 2011.
Fonte: Fundarpe

O Espetacular Alceu Valença

Vereador Legislador ou distribuidor de favores?


CÂMARA MUNICIPAL DE PETROLINA

Há pouco menos de um mês Petrolina elegeu 19 vereadores e Juazeiro 21. Fico a me perguntar o que motiva a decisão do eleitor na hora da escolha? O que cada cidadão espera de seu representante? E do ponto de vista dos próprios políticos, o que cada um pensa no exercício de um mandato? Há uma intenção de beneficiar a comunidade como um todo ou trabalham na pavimentação do caminho da vitória para próxima eleição? Trabalham em prol do povo ou em benefício próprio? 


Oficialmente, o papel do vereador é produzir leis de interesse da população, representar e reivindicar o que interessa ao povo que o elegeu e fiscalizar o poder executivo.

Entretanto, muita gente durante a campanha correu atrás dos candidatos tentando subtrair alguma vantagem deles. E um dos eleitos em Petrolina, Major Enfermeiro, chegou a afirmar em tom de desabafo: “tribuna não dá voto”. A constatação do edil nos leva a uma reflexão.
 

Para a imprensa (blogs e rádios) foi dito que os atuais vereadores de Petrolina tiveram uma baixa produtividade legislativa. Fala-se que eles passaram o tempo apreciando projetos do Executivo, e afora isso se prenderam a conceder homenagens, seja através de títulos de cidadãos petrolinenses, seja pela concessão de medalhas de honra ao mérito, seja com a nomeação das ruas da cidade.

Se fizermos uma consulta, ao longo da história da casa legislativa, identificaremos leis e mais leis aprovadas pelos vereadores, mas muitas delas são simplesmente ignoradas, ou seja a produção legislativa da Câmara de Vereadores não é respeitada, e olhe que estamos num pais em que teoricamente existe um estado democrático de direito.

No que tange a representatividade, a população deseja ouvir o eco de suas reivindicações na Casa Legislativa. As necessidades e demandas precisam se tornar as bandeiras dos edis. Não é a toa que líderes comunitários estão sempre por lá.

Quanto à fiscalização do Poder Executivo, ao longo desse mandato que está findando,o prefeito de Petrolina, mesmo com bancada reduzida, conseguiu equilibrar o processo atendendo as demandas pessoais de alguns representante do povo.

Na relação com o poder executivo, há os que são situação, os que são oposição e os que pedem para o lado que lhes convier, mediante cada cenário .

O vereador é o político que está no meio do povo e ao mesmo tempo com condições de influenciar as ações governamentais para cada comunidade. Em outras palavras, ele é o mais indicado para fazer a ponte entre a necessidade e ação do poder público. A questão é que boa parte dos votantes não estão nem um pouco preocupado com a postura política de seu vereador. O que ele quer é ter suas necessidades imediatas sendo resolvidas. 

O que a maioria deseja é um remédio, uma consulta, é uma cesta básica, um botijão de gás, uma passagem para fazer visitas a parentes ou tratamento de saúde. Resultado: os vereadores deixam de cumprir sua missão e se tornam agentes de assistencialismo. É tão grande essa inversão de campo de ação, que ou o candidato se especializa na prática da ajuda aos que precisam ou então corre o perigo de perder uma eleição. É a cultura que já está empregnada na cabeça de boa parte da população.

Diante desse contexto, aquele que se torna um legislador, será visto como um mero burocrata, fadado a ser reprovado pelos eleitores na próxima eleição.

Tudo isso acontece pela falta de políticas públicas sérias nos municipios. Quem depende dos serviços públicos de educação, de saúde, de transporte público e tantos outros, é testemunha viva da situação caótica como são prestados. E os vereadores deixam correr frouxo, e ai entra ano e sai ano, eleição vai e eleição vem, e continua tudo do mesmo jeito. Pouca prática legislativa e muita distribuição de favores, que, infelzmente, garantem os votos.

Escrito por Francisco Evangelista.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Virtudes políticas de governantes e governados ...






O Estado ideal foi pensado diversas vezes na história da humanidade. Platão, Marx, Rosseau, Maquiavel, Comte, Hayek, Keynes abordaram problemas sociais e econômicos sobre governos e governados. Os discursos desses pensadores estão respaldados em uma base teórica de valores e de algum tipo de Ética. Por exemplo, para Platão os governantes deveriam ser filósofos e os governados deveriam compreender os objetivos do Estado, assim o governante ideal deveria ser dotado de virtude.

O processo político, a Ética e a arte de governar são elementos centrais do debate acerca dos governos. No entanto, a lógica do ciclo político e de um bom  Governo recai sempre no mesmo problema: a educação como caminho essencial para melhorar a vida dos cidadãos. Os políticos sabem da efetividade da participação da educação no desenvolvimento da sociedade, mas os mesmos, talvez esqueçam que não tiveram a educação necessária para a prática política que deve ser acompanhada necessariamente de responsabilidade com os governados. Mais que educação política é essa?

Primeiro deveriam pensar como deve ser o Governo, imediatamente questiona-se como instalá-lo ou programar a gestão, em seguida por em ação os objetivos do Governo e as metas a serem obtidas. Sem os governados aprovando e participando deste ciclo político torna-se nefasto qualquer sistema político. Ademais, os governados têm que ter acesso a educação, que não se resume apenas na educação formal, mas na chamada educação política. A fragilidade das leis e a perversão dos costumes acompanham esse cruel ciclo político que “deságua” na Corrupção.

A sociedade ideal apenas pode surgir da sociedade real. Assim, Aristóteles apontava que a cidade é a reunião de homens livres, Marx afirmava que a superação das desigualdades sociais é através da luta de classes e Hayek buscava no indivíduo a lógica da sociedade. Essas abordagens são diferentes, mas todas se avizinham de valores e da busca por uma sociedade mais dinâmica e produtiva.

Entretanto, por mais que o processo político atual se resuma de forma simplificada nas visões dualista da “esquerda” ou “direita” política sobre determinado assunto. As abordagens de hoje não podem omitir ou fugir do papel da educação como instrumento de liberdade, os pensadores do passado tiveram esta preocupação. Na atualidade, apesar de todo o conhecimento humano está mais acessível fica ofuscada à importância da educação política.

Saber votar e ser votado, a fiscalização do gasto público, a participação popular são questões ainda muito fragilizadas em nosso país. As regiões menos abastadas sofrem com o processo político, o Nordeste é um exemplo, onde as oligarquias ainda têm grande força: as compras de voto, o fisiologismo e o nepotismo político são obstáculos a serem vencidos.

Para tanto, governantes capazes são sábios, moderados e corajosos é isso que chamo de virtude política, assim a educação é o treinamento da virtude com a visão da liberdade, um governante não pode se eximir de estudar e muitos menos da prática política. Afinal, se espera o mínimo de educação política dos governantes. É mister que os governados devem começar a exigir essa capacidade. Assim, político desonesto é culpa também dos que não se candidatam por achar que política é para corrupto. A política como dizia Platão é um lugar para homens públicos e honestos que devem abdicar dos prazeres humanos para vivenciar a coletividade e trabalhar para o bem comum. O analfabeto político como dizia Berthold Brecht, também é culpado do aparecimento da politicagem e do político corrupto, pois vota de forma alienada, ou, vende o seu voto.

Contundo, para quem vivencia a educação e quem a ama sabe que isso são males passageiros para um país que preza pela virtude de um bom ensino. Sem sombra de dúvida, a esperança está na educação. O Brasil precisa ter esta virtude. O Maranhão ainda mais. Ou seja, ambos precisam é de educação e de políticos com virtudes políticas orientadas para este fim, assim como governados comprometidos com a virtude política de saber escolher
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Política e Politicalha ...

 
Rui Barbosa

Citação de um dos maiores juristas e políticos que o Brasil já teve, Rui Barbosa. Embora do início do século passado, suas palavras parecem nunca ter sido tão atuais. “A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada”, conclui.

“A política afina o espírito humano, educa os povos no conhecimento de si mesmos, desenvolve nos indivíduos a atividade, a coragem, a nobreza, a previsão, a energia; cria, apura, eleva o merecimento. Não é esse jogo de intriga, da inveja e da incapacidade, a que entre nós se deu a alcunha de politicagem. Essa palavra não traduz ainda todo o desprezo do objeto significado. Não há dúvida que rima bem com criadagem e parolagem, afilhadagem e ladroagem. Mas não tem o mesmo vigor de expressão que os seus consoantes. Quem lhe dará com o batismo adequado? Politiquice? Politiquismo? Politicaria? Politicalha? Neste último, sim, o sufixo pejorativo queima como um ferrete, e desperta ao ouvido uma consonância elucidativa. Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, se excluem, se repulsam mutuamente. A política é a arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis. A politicalha é a indústria de explorar o benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou um conjunto das funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si mesma. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada.”

DE TANTO VER ...







"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto."  (Rui Barbosa)