quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Recife – Sua História Contada em Fotos

Arco da Conceição
Arco da Conceição


 No local onde o Recife nasceu, justamente na cabeceira da Ponte construída pelo conde flamengo, e que recebera seu nome, Ponte Maurício de Nassau, existia o Arco da Conceição que era o Portão de Entrada da cidade, foi demolida 1913, por exigências do trânsito.



 
Arco da Conceição

 O Arco da Conceição foi considerada por muitos anos o Portão de Entrada da cidade, já que ficava na Ilha do Recife e o acesso ao continente se daria pela Ponte Maurício de Nassau, uma outra alternativa até o final do século XIX de chegar, por exemplo, a Olinda era pegar um pequeno barco que transportava as pessoas da pequena faixa de terra que ligava a praia próxima ao Forte Brum com a vilarejo chamado de Santo Amaro das Salinas, atualmente essa região está os depósitos do Porto do Recife.


Arco da Conceição
 Arco da Conceição
 
 Na cabeceira da ponte encontramos o seguinte texto: Na entrada desta ponte, a primeira feita no Brasil e levantada neste local por Maurício de Nassau, o fundador da cidade, existiu o arco da Conceição, com uma das portas que se fechava, edificada em 1645 e demolida em 1913, por exigência do trânsito.


Arco de Santo Antônio
 Arco de Santo Antônio


 Arco de Santo Antônio ficava na cabeceira oposta da Ponte Maurício de Nassau, ou seja, o viajante que chegasse ao Porto do Recife, passava primeiramente pelo Arco da Conceição e, do outro lado, pelo Arco de Santo Antônio, que diga-se de passagem, deu nome ao bairro de Santo Antônio, que também é uma ilha.


Porto do Recife
 Porto do Recife


A foto data de 1875 e é uma das primeiras fotografias do Recife. O porto do recife era onde a saúde econômica da província se sustentava, e muitas das revoltas e guerras iniciaram e terminaram aqui. Contudo onde a localização do porto como é conhecida hoje não é total, o porto se estendia até a margem oposta do Capibaribe, onde foi edificada no início do século XX uma ponte giratória, e os navios veleiros e embarcações à vela entravam até a embocadura do Rio Capibaribe, até e lá desembarcavam passageiros e cargas, onde hoje é as proximidades do Grande Hotel, atual Fórum Judiciário.


Extenção do Porto do Recife no Rio Capibaribe
 Extenção do Porto do Recife no Rio Capibaribe


Nessa foto é possível ver ao fundo o Grande Hotel, foi considerado no início do século o mais luxuoso hotel da cidade, o mesmo dispunha de cassinos e jogatinas, e era frenquentado pela Elite pernambucana. Entre as personalidades se hospedou está o então presidente francês Charlles De Gaulle, o presidente americano Eisenhower.

Capibaribe
Capibaribe

Vista do Porto no Rio Capibaribe

Torre Malakoff 
Torre Malakoff

A Torre de Malakoff foi batizada com o nome de uma das torres da fortaleza de Sebastopol, durante a guerra da Criméia (1853-1855), a torre construída pela província de Pernambuco para ser observatório astronômico, e assim foi inaugurado o primeiro da América latina. Observa-se nesse foto ao fundo os Arcos da Ponte Maurício de Nassau (Conceição e Santo Antônio).

Vista Aérea
 Vista Aérea da Ilha do Recife (Recife Antigo), 
e ao lado a Ilha de Santo Antônio.


Ponte Giratória
 Ponte Giratória

 A ponte Giratória foi construída como parte de um plano de modernização da Ilha do Recife para se transformar em um polo de desenvolvimento regional. O projeto iniciou em 1918, e chegou a demolir 65% das construções do bairro  sob o governo de Dantas Barreto. A ponte foi inaugurada em 1922 e atualmente só há os pilares originais e serve de sustentação para a atual passagem.


 Paço da Alfandêga
 
O Shopping Paço da Alfândega não era um shopping nem mesmo uma alfandêga quando foi construído, ele foi inaugurado em 1732 como um Convento Camerlita e no século XIX passou a ser alfândega.


Ponte Maxambomba
 Ponte Maxambomba

 A ponte Maxambomba era uma ponte ferroviária que era usado por três de transporte de passageiros, esses passageiros pegavam o trem (chamada de Maxambomba), na rua do Sol, em frente ao atual prédio do MPPE com destino para a várzea. A ponte deu lugar a Ponte Duarte Coelho, do lado esquerdo da foto observa-se a igrejinha dos ingleses, onde atualmente encontra-se o cinema São Luiz, nessa época (início do século XX), ainda não existia a Av. Conde da Boa Vista, que era apenas a rua Conde da Boa Vista e sua extensão só chegava até onde atualmente é a faculdade Fafire.

Vamos postar outras histórias

domingo, 13 de janeiro de 2013

Capiba o maior compositor de frevo de todos os tempos










Capiba

Músico e compositor, Lourenço da Fonseca Barbosa, o conhecido Capiba, nasceu no município de Surubim, a 28 de outubro de 1904. De uma família de músicos, seu pai era maestro da banda municipal.


O comediante Chico Anisio e o compositor Capiba nos anos 90
 

O mais conhecido compositor de frevos do Brasil. Aos 08 anos de idade já tocava trompa e ainda criança muda-se, com a família, para o Recife. Em seguida, vai morar no estado da Paraíba (primeiro na cidade de Taperoá, depois Campina Grande e João Pessoa), onde toca piano em cinemas.

 Cabipa em Olinda (50 anos de Frevo)

Aos 20 anos de idade, grava o primeiro disco (gravação particular), com a valsa "Meu Destino". Em 1930, volta a morar no Recife e, aprovado em concurso, torna-se funcionário do Banco do Brasil. Em 1938, termina o curso de Direito, mas nunca apanharia o diploma. 


Capiba em Recife

Também no Recife (onde morou a maior parte da vida), funda a Jazz Band Acadêmica e, com Hermeto Pascoal e Sivuca, funda o trio "O Mundo Pegando Fogo".




 

Autor de mais de 200 canções, não apenas frevo, como também outros vários gêneros: de samba à música erudita. Entre os seus sucessos, estão: "Maria Batânia" (canção); "A Mesma Rosa Amarela" (samba); "Serenata Suburbana" (guarânia); "Verde Mar de Navegar" (maracatu) e vários outros. No gênero frevo, compôs mais de cem canções. 





Também musicou poemas de Carlos Drummond de Andrade, Vinício de Morais e outros poetas brasileiros. Morreu no Recife, a 31-12-1997, de infecção generalizada, depois de passar dez dias na UTI de um hospital. 




Uma de suas canções carnavalescas mais famosas ("É de Amargar") foi vencedora de um festival de frevo em Pernambuco, em 1934. Entre outros prêmios, em 1967 conquistou o 5° lugar no Segundo Festival Internacional da Canção, com a música "São do Norte os que Vêm".




Suas principais composições:

Valsa Verde (1931); É de Tororó (maracatu, 1932); É de Amargar (frevo, 1934); Quem Vai Pro Faró é o Bonde de Olinda (frevo, 1937); Guerreiro de Cabinda (maracatu, 1938); Gosto de te Ver Cantando (frevo, 1940); Linda Flor da Madrugada (frevo, 1941); Quem Dera (frevo, 1942); Maria Betânia (canção, 1944); Não Agüento Mais (frevo, 1945); Que Bom Vai Ser (frevo, 1945); E...Nada Mais (frevo, 1947); É Luanda (maracatu, 1949); Olinda Cidade Eterna (samba, 1950); Recife Cidade Lendária (samba, 1950); É Frevo, Meu Bem (1951); A Pisada É Essa (frevo, 1952); Trem de Ferro (moda, com versos de Manuel Bandeira, 1953); Soneto de Fidelidade (com Vinícius de Morais, 1955); Serenata Suburbana (valsa, 1955); Nação Nagô (maracatu, 1957); O Mais Querido (marcha-exaltação, 1957); Sino Claro Sino (canção, 1958); A Mesma Rosa Amarela (samba, 1960); Cantiga do Mundo e do Amor (canção, com Ariano Suassuna, 1962); Frevo da Saudade (1962); Madeira que Cupim não Rói (frevo, 1963); O Anel Que Tu Me Deste (frevo, 1965); Cala a Boca Menino (frevo, 1966); São do Norte os Que Vêm (baião, 1967); Europa França e Bahia (frevo, 1968); Oh, Bela (frevo, 1970); Sem Lei nem Rei (toada, 1970); De Chapéu de Sol Aberto (frevo, 1972); Frevo e Ciranda (frevo, 1974); Rei de Aruanda (maracatu, 1974); Juventude Dourada (frevo, 1975); Desesperada Solidão (canção, 1983).




Boneco gigante de Joaquim Barbosa vai cair na folia em PE.



 
Depois de transformar-se em uma espécie de ídolo por sua atuação como relator do processo do mensalão, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, ganhará as ruas de Recife e Olinda durante o próximo carnaval. Vai usar até a toga, sobre o terno cinza, camisa azul e gravata vermelha. E, apesar do seu problema sério de saúde, não precisará se preocupar com as dores de coluna, mesmo diante do ritmo frenético e ágil da coreografia do frevo - ele será representado na forma de um boneco gigante. Ao contrário do que ocorre com as máscaras, à venda nas ruas de cidades como Recife e Rio de Janeiro, a réplica pernambucana foi autorizada pelo próprio.


fonte: http://www.dnonline.com.br/app/outros/ultimas-noticias/38,37,38,74/2013/01/13/interna_divirtase,115376/boneco-gigante-de-joaquim-barbosa-vai-cair-na-folia-em-pe.shtml