quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

DEU NO BLOG DE TIAGO PADILHA ...

 

 

Bloco Ginga Samba é patrimônio cultural imaterial de Bom Conselho.




O Ginga Samba, bloco carnavalesco mais antigo em atualidade na cidade de Bom Conselho comemora uma conquista importante. 

O bloco é patrimônio cultural imaterial do município. A concessão do título foi aprovada, por unanimidade, pela Câmara de Vereadores em sessão ordinária do dia 05 de dezembro de 2012. 

A proposta foi de autoria do então vereador Carlos Alberto (PRTB).

O projeto de lei, que concede ao bloco Ginga Samba o título de patrimônio cultural imaterial de Bom Conselho, entrou em vigor na data de sua publicação.  
O Ginga Samba é um dos principais ícones do carnaval popular de Bom Conselho. O bloco foi fundado em novembro do ano 2000, por um grupo de amigos, todos moradores do Alto do Vera Cruz. 

Na foto: Diretores do bloco Ginga Samba / Carnaval 2012. 

http://tiagopadilhaoblog.blogspot.com.br/2013/01/bloco-ginga-samba-e-patrimonio-cultural.html

domingo, 6 de janeiro de 2013

FREVO PATRIMÔNIO CULTURAL DA HUMANIDADE






O frevo, principal ritmo que anima o carnaval pernambucano, foi reconhecido como Patrimônio Imaterial da Humanidade. O anúncio foi feito em Paris, durante a cerimônia organizada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).


  

A escolha do ritmo para receber o título se deu na 7ª Sessão do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, na sede da Unesco. A proposta de inscrição do frevo foi realizada pelo Ministério da Cultura (MinC) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).


 


O frevo foi a única expressão da cultura brasileira avaliada nesta sessão, junto com outras 35 propostas, entre elas o canto budista de Ladakh (Índia), o trançado de chapéus de palha (Equador) e a luteria tradicional de violinos em Cremona (Itália).


  


O frevo tem o título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro desde 2007, ano do seu centenário, quando também foi inscrito pelo Iphan no Livro de Registro das Formas de Expressão. De acordo com a inscrição, 'é uma forma de expressão musical, coreográfica e poética, enraizada no Recife e em Olinda, no estado de Pernambuco. Trata-se de um gênero musical urbano que surgiu no final do século 19, no carnaval, em um momento de transição e efervescência social como uma forma de expressão popular nessas cidades'. O frevo tem três modalidades: frevo de rua, frevo de bloco e frevo-canção.



Uma comissão partiu do Recife para acompanhar a reunião, junto à secretária de Cultura do Recife, Simone Figueirêdo, e ao presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife (FCCR), André Brasileiro. A comissão é formada por 25 pessoas, sendo artistas de diversos segmentos do frevo e representantes do Iphan, da Prefeitura do Recife, Governo do Estado, Prefeitura de Olinda e Fundação Joaquim Nabuco (Ministério da Educação). A ministra da Cultura, Marta Suplicy, e a presidenta do Iphan, Jurema Machado, integram a delegação brasileira.



De acordo com a Unesco, o Patrimônio Cultural Imaterial abrange práticas e expressões vivas passadas de uma geração à outra. Inclui tradições orais, artes performáticas, práticas sociais, eventos celebratórios, sabedorias e práticas relacionadas à natureza e ao universo, assim como os saberes e habilidades de trabalhos artesanais tradicionais.

 



REISADOS

 Reisado é a denominação erudita para os grupos que 
cantam e dançam na véspera e Dia de Reis.



O Reisado chegou ao Brasil através dos colonizadores portugueses, que ainda conservam a tradição em suas pequenas aldeias, celebrando o nascimento do Menino Jesus. Em Portugal é conhecido como Reisada ou Reseiro.


 No Brasil é uma espécie de revista popular, recheada de histórias folclóricas, mas sua essência continua a mesma, com uma mistura de temas sacros e profanos.

O Reisado é formado por um grupo de músicos, cantores e dançarinos que percorrem as ruas das cidades e até propriedades rurais, de porta em porta, anunciando a chegada do Messias, pedindo prendas e fazendo louvações aos donos das casas por onde passam.


A denominação de Reisado persiste ainda em Alagoas, Sergipe e Bahia. Em diversas outras regiões o folguedo é chamado de Bumba meu boiBoi de ReisBoi-Bumbá ou simplesmente, Boi. Em São Paulo é conhecido como Folia de Reis, onde a  festa é composta de apresentações de grupos de músicos e cantores, todos com roupas coloridas, entoando versos sobre o nascimento de Jesus Cristo,
liderados por um mestre.



Fazem parte do espetáculo os “entremeios” (corruptela de entremezes), pequenas encenações dramáticas que são intercaladas com a execução de peças, embaixadas e batalhas. Os personagens são tipos humanos ou animais e seres fantásticos humanizados, cheios de energia e determinação.



O folguedo do ciclo natalino é comemorado em várias regiões brasileiras, principalmente no Norte e Nordeste, onde ganhou cores, formas e sons regionais. Em Alagoas, constitui-se numa representação dramática, normalmente curta e pobre de enredo, acompanhada e precedida de canto.  



Em Sergipe, é apresentado em qualquer época do ano e não apenas nas festas de Natal e Reis. Os temas de seu enredo variam de acordo com o lugar e o período em que são encenados: amor, guerra, religião, entre outros.




O Reisado apresenta diversas modalidades e é composto de várias partes: a abertura ou abrição de porta; entrada; louvação ao Divino; chamadas do rei; peças de sala; danças; guerra; as sortes; encerramento da função.


        

A música no Reisado está sempre presente. O Mestre é o solista, sendo respondido pelo coro a duas vozes. Os instrumentos utilizados alternadamente são: a sanfona, o tambor, a zabumba, a viola, a rebeca ou violão, o ganzá, pandeiros, pífanos e os “maracás”, chocalhos feitos de lata, enfeitados com fitas coloridas.
        


Há uma grande variedade de passos nas danças do Reisado, entre os quais pode-se destacar: do Gingá, onde os figurantes de cócoras se balançam e gingam; da Maquila, um pulo pequeno com as pernas cruzadas e balanços alternados do corpo para os lados, passo também exibido pelos caboclinhos; Corrupio, movimento de pião com o calcanhar esquerdo; Encruzado, cruzando-se as pernas ora a direita à frente da esquerda, ora ao contrário.     



Tem como personagens principais o  Mestre, o  Rei e a  Rainha,  o Contramestre, os Mateus, a Catirina, figuras e moleques.




Mestre é o regente do espetáculo. Utilizando apitos, gestos e ordens, comanda a entrada e saída de peças e o andamento das execuções musicais. Usa um chapéu forrado de cetim, de aba dobrada na testa (como o dos cangaceiros), adornado com muitos espelhinhos, bordados dourados e flores artificiais, de onde pendem fitas compridas de várias cores; saiote de cetim ou cetineta de cores vivas, até a altura dos joelhos, enfeitado com gregas e galões, tendo por baixo saia branca, com babados; blusa, peitoral e capa.




O traje do Rei deve ser mais bonito e enfeitado. Veste saiote ou calção e blusa de mangas compridas de cores iguais, peitoral, manto de cores diferentes em tecido brilhante (cetim ou laquê);calça sapato tênis (tipo conga), meiões coloridos e na cabeça uma coroa feita nos moldes das dos reis ocidentais, semelhante a das outras figuras, porém encimada por uma cruz; levam nas mãos uma espada e, às vezes, também um cetro. Durante o cortejo os Reis vêm na frente, logo atrás do Mestre e do Contramestre. Rainha é representada por uma menina, com vestido “de festa”, branco ou rosa, uma coroa na cabeça e um ramalhete de flores nas mãos.




Contramestre é o responsável pelo Reisado na ausência do Mestre. Seu traje é semelhante ao daquele, só que menos pomposo.  





Os Mateus, que sempre aparecem em dupla, usam trajes diferentes dos outros figurantes: vestem paletós e calças de tecido xadrez, usam um grande chapéu afunilado que chamam de cafuringa, com espelhos e fitas coloridas, óculos escuros, rosto pintado de preto, geralmente com tisna de panela ou vaselina e levam nas mãos os pandeiros. São os personagens cômicos do Reisado, junto com a Catirina.




Conhecida antigamente como Lica, a Catirina é a noiva do Mateus. Veste-se de preto, traz um pano amarrado na cabeça, o rosto pintado de preto e um chicote nas mãos, com o qual corre atrás das moças e crianças.



As outras figuras formam o coro do Reisado, que participam ativamente apenas nas batalhas, nas danças e no canto, quando respondem ao solo doMestre. Formam duas fileiras simétricas, organizadas hierarquicamente e posicionadas uma do lado direito outra do lado esquerdo do Mestre.       
 
É uma das tradições populares mais ricas e apreciadas do folclore brasileiro, principalmente na região Nordeste.

 










PAPANGU DE BEZERROS







O anonimato é garantido. Aliás, essa é a graça da festa. No carnaval de Bezerros, município do Agreste pernambucano a 114 km de Recife, os papangus são garantia de um espetáculo colorido e ao mesmo tempo misterioso. Desde o início da manhã deste sábado, centenas de foliões, turistas e personagens folclóricos se concentravam no Polo São Sebastião, palco da programação oficial da cidade.



As máscaras dão o tom da festa. Existem aquelas mais estilizadas - que usam recursos como apliques e muito brilho - e as que fazem alusões à datas e eventos comemorativos como a Copa do Mundo de 2014. As mais rústicas são feitas de um pedaço de tecido pintado. Reza a tradição que as fantasias sejam escondidas, para garantir que ninguém se reconheça nas ruas. Até entre as famílias, maridos, mulheres e filhos constumam guardar a sete chaves as máscaras preparadas para este ano. Só no fim do dia as identidades são reveladas.



Entre os papangus estilizados, há quem prefira os motivos políticos. Por isso, personagens bem conhecidos pelo povo, como o presidente Lula e o ex-prefeito do Recife, João Paulo, também serviram de inspiração para máscaras. O petista zen, aliás, esteve lá, para conferir de perto a folia. Frevou, achou graça e posou ao lado de seu "sósia".




Paródias à parte, o que se vê nas ruas é mesmo o entusiasmo do povo, o orgulho dos pernambucanos e a curiosidade dos turistas, que tiram fotos a todo tempo e fazem questão de não perderem um só detalhe da festa. Apesar de distante, o desfile dos papangus de Bezerros já faz parte, há muito, do calendário oficial do carnaval. Tanto é que a apresentação dos personagens está marcada para acontecer apenas depois que o governador Eduardo Campos chegar à cidade.



O anonimato é garantido. Aliás, essa é a graça da festa. No carnaval de Bezerros, município do Agreste pernambucano a 114 km de Recife, os papangus são garantia de um espetáculo colorido e ao mesmo tempo misterioso. Desde o início da manhã deste sábado, centenas de foliões, turistas e personagens folclóricos se concentravam no Polo São Sebastião, palco da programação oficial da cidade.

História

De acordo com os moradores mais antigos da cidade, a brincadeira dos papaguns começou na década de 30, quando alguns homens quiseram brincar o carnaval sem serem reconhecidos pelas esposas. Nesta época eles ainda eram chamados de Papangus Pobres porque trajavam roupas velhas, rasgadas com remendos, meias nas mãos, máscaras rústicas confeccionadas com papel jornal e goma.

A partir dos anos 60, as roupas velhas foram substituídas pelas batas longas e estampadas. No entanto, a máscara continuou a ser fabricada com os produtos originais: papel jornal e goma. Durante o desfile pela cidade, os papangus bebem e comem angu de milho, uma comida típica da região. Devido ao exagero no apetite de alguns foliões, originou-se o nome da festa: Papangu.